No passado Domingo, estive na Praia do Norte (Nazaré) a assistir a um show de Bodyboard. Sem dúvida, que é um campeonato com um formato fora do normal, onde os atletas (Nacionais e Internacionais) são convidados pela organização, existe um período de espera para proporcionar o melhor espectáculo de Bodyboard a todo o público e, as ondas têm de ter um tamanho “bastante razoável”.
Apesar de à última da hora 5 dos 24 atletas convidados terem de ser substituídos (por motivos diversos), a organização do evento superou essa adversidade. Porém, a presença de um Jeff Hubbard, de um Dudu Pedra ou, de um Amaurry Laverhne pudessem ter dado mais ênfase a todo o evento. Por consequência, o público, os media e, mesmo, os atletas sentiram alguma secundarização do evento, devido às elevadas expectativas colocadas, logo, no início. O “Plano A” não foi possível de realizar e, os organizadores tiveram de colocar o “Plano B” a desenrolar. É de salientar que o “Plano B” teve de ser posto em acção e, nunca é fácil, num evento, os organizadores porem esse Plano a funcionar, dado que é um plano secundário e longe do ideal inicial. Logo aí, perdeu-se alguma magia.
A nível de atletas, Pierre Louis-Costes, Elliot Morales e Joe Clark deliraram com o potencial da onda, mostrando interesse em ver uma etapa do WT na Praia do Norte, no próximo ano. Todos ficaram espantados com o nível dos portugueses naquela onda afirmando, mesmo, que não estavam à espera. Pierre Louis-Costes venceu o evento porém, António Cardoso não deu uma vitória fácil ao francês. O “Tó” mostrou um enorme nível ao longo do evento, destacando-se, sobretudo, na final. Tiago “Moita” Silva executou um rollo e um ARS completamente limpos em ondas de set. Dino Carmo mostrou conhecer bem a onda, não fosse ele local. Silvano Lourenço sempre muito constante e competitivo ao longo de toda a prova. Quanto aos Internacionais, PLC surfou como sempre nos habituou, tecnicamente perfeito. Elliot Morales sempre muito à vontade e criativo, executando um 720º aéreo (sem completar). Joe Clarke, na minha opinião, deixou um pouco a desejar, talvez falta de sorte…
Penso que estamos no bom caminho… A organização está a evoluir de edição para edição, apesar de ainda existir muito trabalho pela frente (por exemplo: a nível do website oficial, estrutura de prova, etc.). O nível dentro de água está a superar-se. A massa de público na areia tem vindo a aumentar. A presença dos media está a tornar-se um habitué na modalidade.
Como irá ser a próxima edição do SNSE?
Maria Lourenço (Texto)
Pedro Carvalho (Fotografias)




















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