Enquanto os grandes Reis Havaianos Surfavam com canoas e de pé, o resto do povo se divertia com sua pranchinha deitado.
Essa modalidade, no entanto, ficou esquecida por muitos anos mais precisamente até Tom Morey quebrar a sua prancha de surf na década de 70 e pegar uma onda deitado com a metade dela.
. Utilizou-se de um material novo chamado polietileno e começou a dar forma ao que mudaria a vida de muitos até hoje: o bodyboard.
No começo, ninguém acreditava que aquilo venderia, porém o tempo provou que eles estavam equivocados. Ao mudar-se para a Califórnia, Tom Morey criou uma fabrica destinada a produção dessa nova prancha. No ano seguinte, uma grande multinacional americana comprou os direitos de produção do bodyboard e passou a fabricá-lo em larga escala, difundindo fortemente o desporto.
O grande crescimento do bodyboard, devido à facilidade de compra, a segurança oferecida pelo desporto e a diversão na água geraram preocupação e posteriormente um boicote por parte das grandes marcas de surf, que sentiam uma crescente concorrência.
Houve uma forte crise no desporto, porém isso acabou gerando as primeiras marcas 100% voltadas para a modalidade. Entretanto, Morey jamais imaginara que o antigo paipo-board tomaria tamanhas proporções em termos de desempenho.

Hoje o bodyboard puxa os limites dos desportos de ondas, com manobras aéreas extremamente técnicas e de alto impacto, nas ondas mais temidas do mundo. Ao mesmo tempo em que pode ser utilizado como um lazer leve das famílias nas praias, é o Desporto de ondas mais radical do planeta, com atletas literalmente “voando” em ondas enormes sobre recifes extremamente afiados.
Hoje, o desporto possui uma federação mundial, a IBA (International Bodyboarding Association), e um circuito mundial com etapas nas mais perigosas ondas do mundo.
Infelizmente, o desporto não é reconhecido como deveria em Portugal, e por sinal, como já foi na década de 90. Houve uma forte expansão, porém as indústrias da modalidade não souberam canalizar esse crescimento, fazendo com que o desporto perdesse espaço nos media e, consequentemente, nas águas.
Países como Austrália oferecem uma estrutura muito melhor para a evolução dos atletas e da modalidade no geral. Na terra do canguru, a pranchinha tem tomado maiores proporções do que o surf, considerado uma febre entre os jovens. A conseqüência disso são atletas bem remunerados, competições de alto nível e media dando grande espaço ao desporto.

Daí surgiu a ideia do renomeado fabricante de pranchas na época, de criar um novo paipo-board, que ficaria popularmente baptizado como Morey Boogie



