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ENTREVISTA: MANUEL CENTENO
Um mês após o evento de Pipeline, os atletas portugueses viram-se para as restantes etapas e competições que completam o calendário deste ano. Manuel Centeno não é excepção e, após a primeira etapa do circuito mundial, vira as baterias para a renovação do título nacional e aponta para um ataque ao circuito europeu.
Confiram o testemunho do arquitecto himself.
Como correu a toda a aventura havaiana este ano?
Tal como todas as outras, a temporada teve os seus aspectos positivos e negativos. Estivemos muito bem no que toca ao ambiente de grupo. Concentrámo-nos em evoluir o mais possível, trocando ideias uns com os outros relativamente ao nosso bodyboard e à execução de manobras... Também apanhámos ondas em free-surf, embora não tenham entrado tantos dias bons como no ano passado. No aspecto negativo, aponto a lesão do Pinheiro, ele não merecia. Já no último dia, stressei à força com o alerta de tsunami...
O que pensaste ao ver um europeu a vencer a etapa rainha do circuito mundial?
Foi muito bom, mas achei ainda melhor ver os dois primeiros lugares a pertencerem a dois europeus. O Amaury mereceu, está a andar bem, com muito controlo e a competir com bastante calma.
E a tua prestação, ficou acima ou abaixo do que esperavas?
No campeonato ficou, obviamente, abaixo. Não tive calma no heat. O Botha estava sempre a tentar ganhar a prioridade, o que fez com nós nos começássemos a pressionar uns aos outros no pico. Depois não entraram muitas ondas, tive de apanhar o que aparecesse e não consegui nenhuma com tamanho para pontuar. A escolha de ondas naquele pico é fulcral, comparando com outros.
Quem se destacou dentro de água durante a competição, na tua opinião?
Para mim o destaque vai mesmo para o Diego Cabrera. É ainda mais novo do que o Pierre uns meses, mas mostrou maturidade a competir, um surf explosivo e muita força de vontade
Que objectivos tem o Manuel para o resto do ano?
Passam por evoluir o meu surf nas questões que considero mais importantes, como o controlo e o estilo. Para isso quero fazer uma viagem de free-surf, talvez à Australia. Em termos competitivos: renovar o título de Campeão Nacional, bater-me pelo Circuito Europeu e fazer as etapas do Mundial que me sejam possíveis.
Obrigado Manuel pelo teu tempo para nos responderes e as maiores felicidades para o futuro!
por_Ricardo Vieira


