
Vencedor de duas das três edições realizadas até ao momento, Porkito é na realidade o homem a bater na quarta edição do Sumol Nazaré Special Edition.
Logo após a conferência de imprensa do passado sábado, na Nazaré, ele dedicou-nos alguns minutos. Aqui vai o essencial da conversa...
Após marcares presença em todas as finais e de teres alcançado vitórias nas últimas duas edições, voltas a assumires-te como candidato ao título?
Nem sei o que dizer. (risos) Eu acho que tive um bocado de sorte nas duas últimas edições, porque tudo depende do primeiro heat. Se começar bem, fico cheio de pica e motivado para o resto do campeonato, que foi o que tem acontecido...
Há uns quantos nomes da nova geração incluídos na lista de convidados deste ano. Quem te parece ter as condições necessárias para se dar bem no evento?
Há muitos com condições para ganhar o campeonato, mas depende muito do estado do mar. Se estiverem a dar direitas para bater, aposto nuns quantos, mas se estiverem a dar esquerdas já aposto noutros. Penso que não temos muitos atletas nacionais completos a surfar bem em tubos e a bater no lip para ambos os lados. Ao contrário dos atletas estrangeiros convidados que são muito completos a surfar. Por isso, não vou dizer nomes pois vai tudo depender do estado do mar.
Mas entre os atletas lusos, quem achas que nunca chegou a provar o seu real valor e pode finalmente dar cartas este ano?
Eu tenho fé no Faustino. É dos mais completos nacionais e pelo que tenho falado com ele, está muito motivado. É um bodyboarder que bate sempre no lip e tem umas unhas para tocar cavaquinho que parece um cavalo. (risos)
A organização esmerou-se e trouxe três convidados internacionais de peso. Que esperas que eles venham a acrescentar à iniciativa?
Olha, o José Otávio é o melhor bodyboarder brasileiro da actualidade e um dos meus ídolos do desporto. Ele bate em qualquer lip sempre com bom estilo. O Pierre é o melhor bodyboarder europeu e também bate mal do capacete. (risos) Se tiver a dar tubos o Mike não dá hipótese a ninguém. Na Praia do Norte tudo é possível, visto que é um beach-break. Até pode acontecer o Mike não conseguir passar a rebentação ou o Pierre só apanhar ondas moles e a fechar. (risos) Para mim o mais certo é pelo menos um deles ganhar o campeonato, o que me vai deixar muito triste. Por isso, os portugueses têm de acreditar que é possível chegar longe.
Depois do mar gigante da última edição, como gostarias que a PN se mostrasse nesta quarta edição?
Triângulos com dois metros, grosso e perto da areia, com alguns sets de três metros no máximo.
Além da competitividade óbvia, o SE é também um evento de confraternização e convívio. Que tipo de dicas e conselhos partilharias com todos os teus adversários?
Não sejam "porcos" a competir como são no nacional. Joguem limpo, a prioridade está com quem está no pico há mais tempo. E tentem surfar mar grande nestes próximos dias, para se habituarem, porque o principal para surfar mar grande é a cabeça, bem mais que a preparação física.



