


















uma reportagem fotografica duns ozzies que lá foram duas semanas surfar altas sem crowd!!!



SAMOA... A ÚLTIMA FRONTEIRA
09/01/2009, 12:15 >> Na verdade, o destino não é de todo desconhecido e até há uns anos o nosso amigo Pedro Malheiros, aquando da sua viagem à volta do mundo, já nos tinha falado um pouco de Samoa. Bem recentemente, foi a vez de Miguel Nozolino, um bodyboarder lisboeta de 23 anos que esteve a viver na Austrália durante um ano, trazer o assunto novamente para cima da mesa. As fotos e a história que partilhou connosco deixaram-nos cheios de inveja! Fiquemos então com as suas palavras e as dicas que nos forneceu...
trip: SAMOA
Num dos intervalos entre trimestres do curso que estive a tirar decidi fazer uma trip "low cost". Indonésia, Fiji, West OZ, Taiti... O costume… Foi então que me ocorreu SAMOA! Após alguma pesquisa a escolha parecia-me acertada: Independent Samoa, 15 dias no mês de Junho, apenas com bilhete de ida e volta sem qualquer reserva ou roteiro definido. Saí de Byron Bay em direcção a Sidney, dez cansativas horas de carro com um colega, a imaginar o bom tempo, as ondas e duas semanas longe da Universidade e trabalhos… Apenas eu!
Aterrei em Apia, capital de Samoa, por volta das 02:30 da manhã, cansado e desorientado, confesso que até um pouco intimidado pelos locais que tinham todos o dobro do meu tamanho, fossem homens ou mulheres. Negociei um táxi para me levar até à cidade mais próxima de onde teria que apanhar um autocarro para o sul da ilha, visto que nesta época do ano o swell que predomina é melhor para a costa sul. Bastaram dois dólares para chegar a Lalumanu, a minha primeira paragem. Havia picos por toda a parte, 5 minutos de remada e chegava ao reef mas... não me convencia. O vento soprava forte e estava prevista uma tempestade para os dois dias seguintes. Confesso que fiquei desanimado! Estava fraco de ondas...
Dois dias depois decidi pôr-me a andar dali para fora, meti-me no meio da estrada a fim de arranjar uma boleia. Nao tardou que uma pick up me desse boleia até Salani ( + ou - 50 km para norte). Salani situava-se no meio de nenhures, não havia rigorosamente nada em redor a não ser um surf camp onde eu me encotrava, o que me deixou logo de pé atrás devido a questões monetárias. Informei-me dos preços e analisei o mar para chegar à conclusão que seria uma perda de tempo e dinheiro, por isso, agarrei no saco e voltei-me a fazer à estrada.
Os 40 km seguintes foram feitos na parte de trás de uma pick up a beber leite de coco oferecido pelos locais, a apreciar a vista, cores e toda a beleza da ilha. Foi então que cheguei a Maninoa, local onde se encontram os famosos picos Coconuts e Boulders. O local era brutal e barato! Boulders estava a funcionar e um barco estava prestes a deixar o camp no momento em que assinava o check in. Abri o saco, tirei a prancha, os barbatos e corri para o zodiac a caminho de Boulders. Após 10 minutos de viagem chegámos a uma esquerda encostada a uma falésia, poderosa e buracosa com um inside raso e rápido, partia com um tamanho respeitavel de cerca de seis pés (2 metros). Não hesitei e saltei logo para a água cristalina que estava a 25 graus.
Estava quase no paraíso (era uma esquerda e prefiro direitões!)... Três horas de surfada, leash partido e uma nódoa negra a cobrir metade da coxa foi o resultado desta minha primeira surfada em Samoa. Aos poucos ia ficando cada vez mais contente e feliz com a escolha que tomara. Fiquei por ali mais três dias onde não faltaram as noites com turminhas oriundas de todos os cantos do mundo, e devo dizer que Portugal é reconhecido e adorado pela maior parte das pessoas que conheci durante o tempo que andei a viajar. Seis dias tinham passado e eu estava farto de estar naquela ilha, o swell estava bom mas o picos eram um pouco inconstantes. Vai daí decidi voltar para Apia para apanhar o ferry em direcção a outra ilha situada mais a norte onde se dizia que havia um bom pico para bodyboard e por esta altura com pouco crowd.
Aganoa é o paraíso! Cheguei e não quis acreditar no cenário onde me encontrava: 8 cabanas (fales) em cima do mar, no meio da floresta tropical com dois picos a partirem sem ninguém e com condições perfeitas! Segundo o dono do camp, um australiano de 60 anos, o swell tinha vindo para ficar e o vento ia continuar a soprar offshore. Como ele morava ali há 10 anos e sendo ele um surfista desde os seus 16 anos, não hesitei em fazer a reserva para a semana que ainda tinha pela frente. A minha aposta foi a melhor, pois no dia seguinte chegou uma turma de "ozzies" de Queensland com câmara, caixa-tanque, teleobjectiva e toda a parafernália. O que começou por ser uma viagem solitária, acabou por ser uma semana em que a turminha não saiu do Playground, onde as brincadeiras não passavam de tubos e mais tubos e mais tubos, voos e voos e mais voos com surfadas a chegarem às vezes às 6 horas diárias sem intervalo de almoço! Ahahaha
De volta ao continente australiano para os quatro meses finais do curso as ondas estavam escassas e o mar cheio de tubarões num frenesim de reprodução, por isso, esperei para voltar ao mar de Portugal que continua sempre a ser o meu preferido. O custo total desta aventura de duas semanas (Samoa + viagem + comida + dormida + transportes) foi de 1000 euros.
in Vert-Mag
já vi numas revistas de surf altas ondas em samoa, é sem dúvida um destino a considerar ainda por cima o crowd ainda n é excessivo!


